domingo, 25 de fevereiro de 2007

Arrakis...Duna...

Existe algo mais nerd do que ficção-científica e fantasia? Ou melhor, existe algo mais nerd do que ficção-científica e fantasia épica? Quando mencionamos tais gêneros, os primeiros nomes que vêm a nossa cabeça são Guerra nas Estrelas e O Senhor dos Aneis. Mas muito antes de Tolkien e George Lucas terem concebido suas sagas, outro escritor já havia criado um universo paralelo tão complexo quanto a Terra-Média. E esse escritor atende pelo nome de Frank Herbert. Seu trabalho mais conhecido é a série de livros do universo de Duna.

Esse é o Frank Herbert

Publicado pela primeira vez em 1965, Duna faz parte da chamada New Wave da ficção-científica, onde figuram nomes conhecidos como Ray Bradbury. Diferente da ficção-científica de Assimov ou Clarke, onde bastava uma ambientação futurística, a New Wave abordava aspectos politicos e sociais, passando de um "universo exterior" para um "universo interior". E isso pode ser visto claramente na saga de Herbert, onde religião, politica e sociedade permeiam toda a série.

A história se passa num longuíquo planeta desértico chamado Arrakis, também conhecido como Duna. Sua principal fonte de riqueza é a especiaria melange, uma droga que permite o homem realizar dobras no espaço, tornando possivel a viagem especial além de prolongar a vida de seus usuários. Nesse contexto tambem estão 3 casas lutando pelo poder: a Casa Imperial de Corrino, a casa de Atreides e a casa de Harkonnen. O imperador de Corrino, Shaddam IV começa a temer a casa de Atreides devido a popularidade de seu líder, o duque Leto Atreides. O imperador decide destruir a casa de Atreides, mas não pode fazer isso diretamente. Ele então aproveita-se da rivalidade centenaria entre os Atreides e os Harkonnen para dar cabo aos seus planos.

Os Atreides são obrigados a assumir a administração da especiaria em Arrakis, e fora de seu planeta natal Caladan, ficam vulneráveis a um golpe de estado. No meio de tudo isso, esta Paul, o filho do Duque Leto e Jessica, parte do clã Benet Gesserit, uma ordem que através de manipulação genética, tenta conceber um homem perfeito. E não podemos esquecer dos Fremem, os nativos originais de Arrakis, que aguardam um novo Messias que possa fazer a água brotar novamente no planeta.

Pode parecer confuso, mas é toda essa complexa ambientação que faz com que Duna seja uma das maiores obras de ficção-cientifica de todos os tempos. E não é para pouco, Duna ainda recebeu os prêmios Hugo e Nebula no ano de sua publicação. O romance ainda rendeu mais 5 seqüências: O Messias de Duna, Filhos de Duna, O Imperador-Deus de Duna, Os Hereges de Duna e As Herdeiras de Duna, além de outros prequels escritos pelo seu filho, Brian Herbert e Kevin J. Anderson, sendo que nunca receberam uma tradução em português.

Bem, você agora deve estar se perguntando se o universo de Duna se resume apenas a livros. E a resposta eh não. Existe ainda um polêmico filme do David Lynch, duas mini-séries realizadas pelo Sci-Fi Channel além de jogos eletrônicos, jogos de tabuleiro, biscoitos, bonequinhos, papel higiênico e toda essa porcariada de merchandising...

cartaz do filme do Lynch


O filme de Lynch se tornou polêmico pelas limitações técnicas da época (o filme foi feito em 1984), tornando os efeitos-especiais...toscos. Além disso sua versão original (que dizem conter umas 4 horas) foi simplesmente picotada pelos produtores, resumindo todo o filme a 2 horas, atraindo a ira do proprio Lynch. Dizem que a lendaria versão do diretor ainda será lançada. Ah sim, e tem o Sting como um dos vilões!

As outras duas mini-séries tiveram mais sorte, já que não precisavam ser limitadas pelo tempo e ainda apresentavam efeitos-especiais mais digamos, apresentaveis.

Ainda existem varios jogos baseado na serie, sendo o mais famoso Dune II, um dos pioneiros do genero RTS.

Dune II


E óbvio, não podemos esquecer da referencias que bandas de metal nerd resolveram fazer. Os bardos do Blind Guardian dedicaram uma musica, Traveler in Time do album Tales form the Twilight World. Ainda existe tambem uma musica do Iron Maiden, To Tame a Land. Dizem que o HErbert simplesmente odiou a musica e se recusou a permitir que ela fosse batizada como Dune.

Bem, após essa jornada épica de nerdice, é de se esperar que voce corra até um sebo e compre uma versão empoeirada desse clássico por uns 10 reais. Enjoy!

quinta-feira, 22 de fevereiro de 2007

10 razões para se ter um Nintendo DS

Okay, sou eu, Omnicrone_RED. Vou estrear minha participação neste "distinto" blog com quase que uma propaganda. Na realidade é um review um pouco biased sobre o portátil que hoje domina o mundo dos games. O console mais vedido em 49 das 52 semanas de 2006 no Japão e o console que hoje está quase chegando na casa de 40 milhões de unidades vendidas no mundo todo após 27 meses de vida, Nintendo DS. Mas o DS é isso tudo mesmo? Bem, vou tentar enumerar 10 razões do porque o DS é algo que apreciadores de games de qualquer idade devem ter no bolso. E como o DS é um console portátil, as 10 razões todas são ligadas a games, não questionáveis características que pouco têm relação com o fato de se jogar, poder de fogo ou qualquer outra razão sem relação com o que um console portátil serve. Pra quem não tem um DS, isso é uma propaganda, pra quem tem, você pode achar algo aqui que você simplesmente ainda não viu e se interessar. Bem, chega de enrolação agora e vamos direto aos pontos.


1. AQUELE encanador


É vocês conhecem o bigodudo e ele está melhor que nunca no DS. Um remake cheio de novidades de sua maior aventura foi o primeiro jogo de Mario no DS e um dos primeiros jogos do console. Super Mario 64 DS tem 150 estrelas (30 a mais que o original), Luigi, Wario e Yoshi como companheiros controláveis, gráficos aprimorados, gameplay tweaks que melhoram o jogo em muitos pontos e uma carrada de minigames para uma distração rápida. Tudo isso no seu bolso. Se Super Mario 64 já era um dos melhores jogos de todos os tempos, a encarnação de DS só vêm a reafirmar isto e melhorar o que já era excelente.

No mesmo ano de 2005, Super Mario Kart DS chegou às prateleiras. Este é o melhor Super Mario Kart até hoje e por uma simples e única razão: WiFi. Jogar o multiplayer online é fácil e extremamente divertido e o melhor de tudo é que até 8 jogadores podem mandar ver nos diferentes modos disponíveis. Super Mario Kart DS também conserta erros cometidos em Double Dash, e é bem mais fiel a SMK 64 tendo uma aparência similar (um pouco mais bonita) e gameplay bastante parecido também. Novos itens e os 16 novos circuitos são um bônus adicional ao que já seria muito bom se fosse uma simples compilação ou remake. Falando em compilação, SMK DS contém 16 circuitos clássicos dos 4 SMKs anteriores para os mais nostálgicos.

No meio de 2006 finalmente um jogo sério e completamente novo de Mario chega ao DS. Por incrível que pareça, é o primeiro jogo original de plataforma 2D do encanador desde Super Mario World (a não ser que você conte Yoshi's Island como um jogo do Mario, o que não é). New Super Mario Bros. é mais do mesmo, no entanto, não jogávamos uma encarnação original deste "mesmo" desde 1991, portanto, o jogo não está cansado como se imagina a princípio. New Super Mario Bros. conta com 8 mundos de plataforma 2D em doses puras e límpidas. Nada de elementos de RPG porcamente implementados, nada de tentativa forçada de Metroidvania, nada de bizarrices, plataforma pura como você jogou no NES e SNES. NSMB é um jogasso (sic), um dos carros chefes do DS sem sombra de dúvidas e um dos melhores jogos de 2006 na minha modesta opinião, ano que teve altos jogos de peso em diversos consoles.

Além desta tríade, digna de nota, o DS têm Mario Hoops 3on3. Um jogo de basquete com Mario e sua turma no estilo consagrado do seus outros jogos de esportes. Ele usa muito bem a tela de toque do DS como forma de controle e é bastante divertido em geral. Infelizmente a falta de um modo WiFi e um modo Download Play extremamente limitado machucam bastante o jogo.


2. Castlevania



Bem, Castlevania também dispensa apresentações. Uma das poucas séries de plataforma 2D a sobreviver e melhorar com o passar do tempo, Castlevania continuou sua trajetória de lançamentos em portáteis da Nintendo não muito tempo depois do lançamento do DS, com Castlevania Dawn of Sorrow. Continuação direta de Aria of Sorrow do GBA, Castlevania Dawn of Sorrow é um jogo excelente em todos quesitos, seguindo a velha formula de Metroidvania implementada desde Symphony of the Night. Em Dawn of Sorrow você continua a controlar Soma, a reencarnação de Dracula, contra um grupo de cultistas obcecados em reviver o vampiro. No entanto, Dawn of Sorrow realmente brilha após seu final, quando o Julius Mode se torna disponível. Nele, você controla Julius, Yoko e Alucard (é, é, ele) num modo cooperativo similar ao clássico Castlevania 3 de NES. Este modo é o melhor de DoS, com uma dificuldade elevada e ótimas surpresas.

Em outubro de 2006 a Konami finalmente lançou o próximo Castlevania 2D, Portrait of Ruin. Mudando de cenário de um futuro pacífico em 2036 para o ápice da segunda guerra mundial em 1945, Portrait of Ruin conta a jornada de Johnatan Morris e Charlote Aulin no castelo de Dracula. PoR usa as boas idéias do Julius Mode e as expande em um modo cooperativo entre os dois protagonistas, finalmente dando um pouco de novo à uma fórmula que durava quase 10 anos intocada. Portrait of Ruin é ainda melhor que Dawn of Sorrow por isso. PoR usa muito bem os cenários ao tentar sair do velho castelo e usar estágios novos como as ruas de Londres ou uma mansão no meio de uma floresta. Estes novos cenários ajudam a manter a experiência nova quando combinados com novos aspectos do gameplay de modo que finalmente você se sente jogando um novo Castlevania. Detalhe também para a trilha sonora, a melhor na série desde Symphony.


3. Advance Wars!



Advance (Famicon) Wars sempre foi uma série excelete, apesar de ignorada, de jogos táticos. Dual Strike é o ápice da série em todos os sentidos possíveis, com o gameplay extremamente bem estruturado e equilibrado, boa história, EXCELENTE inteligência artificial no single player e um modo multiplayer lotado de opções pra completar o serviço. O gameplay simples, entretanto, profundo de Advance Wars DS é excelente para multiplayer em um portátil. Além do ótimo modo multiplayer, o jogo é muito bom na longa campanha single player, contando uma história interessante e personagens muito ricos. Advance wars DS é o melhor jogo desta franquia totalmente underrated e injustamente ignorada por muitos e um dos melhores motivos pra ser ter um Nintendo DS.


4. "Jogos" Casuais


Bem, "jogos" estão entre aspas porque estes softwares não são exatamente jogos no sentido tradicional com algumas exceções. Na realidade poucos jogadores hardcore acharão estes softwares jogos, enquanto gente mais casual acham estes jogos os melhores do DS. A realidade é que estes jogos, passado o preconceito, divertem até mesmo o mais hardcore dos gamers, até aquele que joga 24h por dia World of Warcraft e jogos de tiro no XBox Live. A lista aqui é enorme, já que aqui está o filé do DS e o segredo de seu sucesso, mas vou colocar os principais jogos.

Phoenix Wright - Phoenix Wright: Ace Attorney tem uma premissa bizarra, você é um advogado novato e deve provar seu valor defendendo seus clientes no tribunal, e uma implementação genial, num text-adventure que mistura investigação dos crimes ocorridos com muito puzzle solving no tribunal. Os games são mais uma história interativa onde você deve resolver os problemas apresentados do que jogos em si, mas são um prato cheio pra quem gosta de puzzles e investigação.

Trauma Center - Aqui você é um cirurgião novato e deve salvar vidas. Este jogo usa as capacidades do DS para entregar uma das melhores experiências do console na minha opinião. Corra contra o tempo para salvar a vida de seus paciêntes e se frustre ao perdê-los caso cometa um erro. O tempo é brutal com o jogador neste jogo e na realidade o maior adversário, já que a sua assistente sabe tudo sobre qualquer tipo de cirurgia e sempre está pronta para lhe dizer o que fazer, pelo menos até a metade do jogo...

Brain Training - Uma série grande de versões eletrônicas de "jogos" para treino de memória, raciocínio e outras atividades mentais que são muito populares no Japão. A série Brain Training é cheia destes pequenos desafios para manter sua mente sempre afiada e são um ótimo passatempo, minha mãe joga mais isso do que eu no entanto.

Nintendogs - Um uber tamagotchi. Cuide do seu cachorrinho com carinho e mantenha o DS bem perto da cara quando jogando em público pra ninguém ver o que você está fazendo.

Wario Ware - O melhor game pra se jogar no trono. A série de ridículos microgames é sempre uma boa distração onde quer que você vá.

Cooking Mama - Encarne o cozinheiro neste jogo e mande ver nas receitas. Você pode fazer tudo tradicional ou arriscar misturas bizarras de ingredientes, o jogo é surpreendentemente divertido até pra pessoas como eu que destestam a cozinha.

Animal Crossing: Wild World - O jogo interminável onde você faz de tudo num enorme sandbox. Ele é uma espécie de Harvest Moon com esteróides. O bônus ainda é o modo WiFi onde você pode interagir com a vila de outros jogadores ao redor do mundo. Um jogo que consome enormes quantidades de tempo, muito bom em viagens.

Elite Beat Agents - Você é membro de um serviço secreto de... dançarinos. É, hora de provar que você tem ritimo enquanto realiza missões de "extrema importância" ao redor do mundo.

Clubhouse Games - Uma compilação de jogos clássicos de cartas e tabuleiro no seu bolso pra se jogar sozinho ou WiFi. Simples assim.


5. Mais plataformers? Gimme!


O DS tem muitos plataformers 2D. New Super Mario Bros. e os Castlevanias já citados são os carros chefes da biblioteca, mas ainda têm muito mais digno de nota. Yoshi's Island DS abre esta lista porque é a sequência direta de um jogo lendário e que consegue viver sob sua sombra, apesar de não tão genial quanto o original principalmente por causa de sua trilha sonora medíocre, Yoshi's Island DS consegue utilizar a fórmula do antigo somado a novos elementos para ser um divertidíssimo e longo plataformer. Kirby está no DS em dois jogos, Canvas Course e Squeak Squad. Canvas Curse é uma mistura de plataforma, puzzle e ação muito interessante enquanto Squeak Squad é Kirby puro e clássico. CC é melhor pois além de mais original, usa mais o que o hardware do DS oferece que Squeak Squad, que apesar de ser extremamente fácil e mais do mesmo tem seus bons momentos.
O DS também tem Mega Man ZX, nova subfranquia no blue bomber. O jogo é melhor do que Megaman Zero, de onde foi inspirado, mas sofre ainda da crise de identidade que a franquia Mega Man vem sofrendo nos últimos anos, tendando implementar diversos elementos ao mesmo tempo e fazendo tudo pela metade. O jogo ainda assim guarda bons momentos. Falando em franquias com problemas, chegamos a Sonic Rush, o melhor jogo do porco espinho em anos exatamente por ser bastante tradicional e continuar o que os Sonic Advances haviam começado.
A biblioteca não acaba aqui, mas acredito que citei os principais jogos. Moving on...


6. Puzzles.



Outra biblioteca enorme do DS. A quantidade de puzzle games é enorme como era de se esperar de um portátil, e muitos deles são de excelente qualidade. A nata é composta por Meteos, Mario vs Donkey Kong 2 e Tetris DS. Como você já deve imaginar, Tetris DS é o clássico puzzle criado por Alexei Pajinov com alguns novos tweaks aqui e ali e um sólido modo WiFi pra fechar com chave de ouro. Meteos é um puzzle mais original, que utiliza bem o DS. Nele você deve juntar os meteos (pequenos meteoritos que tentam destruir seu planeta) do mesmo tipo para iniciar uma ingnição que os lançará de volta ao espaço, realizando combinações e pensando bem em quais peças mover, você pode realizar reações em cadeia para limpar a tela e lançar blocos enormes de meteos de uma só vez. A situação se agrava com a diferença que cada planeta tem sua própria gravidade e que cada tipo de meteos responde de maneira diferente a essas diferentes forças. Mario vs Donkey Kong 2: March of the Minis é a continuação do jogo de GBA, nele você deve guiar os mini bonecos do Mario pelos estágios cheios de obstáculos e armadilhas para salvar o dia. Além destes a lista continua com Electroplankton, Zoo Keeper, Pokémon Trozei!, Puyo Pop Fever, Bust a Move DS, Yoshi Touch & Go, etc. etc. etc. Puzzle é o que não falta.


7. Metroid.



Metroid. Prime. Hunters. Nuff said.


Ah, também tem o Pinball... que é no mínimo bizarro.


8. Cult hits.



Todo bom sistema tem que ter seus underdogs, que surgem do nada, apresentam-se como jogos excelentes e são esquecidos por todos, menos aqueles que jogaram. O DS tem também os seus cult hits após seus dois primeiros anos de vida e não há dúvidas que há mais deles chegando. Um deles é Contact, um RPG a la Earthound e uma quebra da quarta barreira bastante abrupta. O jogo é extremamente experimental em muitos sentidos, mesmo parecendo ser um típico RPG para quem o observa de longe. Outro Cult Hit, e este Ce H maíusculos é Hotel Dusk: Room 215. Também um text adventure interativo, combinando uma excelente história e uma interatividade que você não encontra num bom livro. O jogo tem seu estilo próprio, noir, lembrando a série de quadrinhos Sin City de Frank Miller. Um excelente jogo que chegou despercebido mês passado e atraiu já uma base de fãs interessante.


9. RPGs.


O DS também tem seus RPGs. Ainda não é uma biblioteca forte como a do GBA, mas ela melhora a cada novo lançamento. Dignos de nota temos Mario e Luigi 2, continuação do genial rpg de GBA do bigodudo e tão engraçada e divertida quanto o original. Final Fantasy III é o primeiro remake de verdade que a Square Enix faz da série e ainda por cima, do único jogo da série que nunca havia oficialmente sido lançado em inglês. Com gráficos atualizados e novas classes, FFIII é um ótimo RPG mesmo com as limitações do original que não foram corrigidas. O supracitado Contact, Dragon Quest Heroes Rocket Slime, Pokémon Mysterious Dungeon e os recém lançados Izuna e Lunar Knights completam a lista deste gênero.


10. O que está por vir.


No horizonte temos títulos de qualidade se aproximando. Pokémon Diamond & Pearl, Zelda Phantom Hourglass, Dragon Quest IX, ASH, Final Fantasy Tactics A2 entre outros lançamentos prometidos para 2007 induzem salivação. Enquanto isso, resta esperar jogando os excelentes jogos citados acima.


Provavelmente esqueci de algo, mas isso está longo demais, portanto. Chega!

quarta-feira, 21 de fevereiro de 2007

Quadrinhos europeus

Pois bem amiguinhos, iniciarei o blog com o perfil de um quadrinista não muito conhecido: Enki Bilal (sim, IGNOREM o nome). Desconsiderando o nome do infeliz, Bilal é mais um daqueles artistas europeus porra-loucas que escrevem enquanto bebem LSD. E na suas HQs dá pra perceber muito bem isso. Imaginem uma ficção científica que se passa em uma Paris futurista habitada por mutantes, alienígenas e deuses egípcios. E desconsiderem Stargate. Seu traço é simplesmente fantástico e sua textura e cores belíssimas. Vejam só um exemplo (cliquem para ampliar) :
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Mas seu trabalho não é apenas com delírios provocados por alucinógenos. Por detrás dessa visão futurista existe uma forte crítica social e política na atualidade. Um de seus trabalhos mais famosos por exemplo, a trilogia Nikopol (que tambem rendeu um filme, no qual falarei mais tarde), é composta de A Feira dos Imortais, A Garota Enigma e Frio Equador. Conta sobre a Paris futurista habitada por mutantes, alienígenas e deuses egípcios. Nela o futuro é separada entre a escória da humanidade (os não-humanos) e aquela elite que nunca faz porra nenhuma. E junto com isso surge uma pirâmide do nada e conhecemos o deus egípcio Horus, que desce para a Terra aprontar algumas. Entre outros personagens temos Alcide Nikopol, que esta numa prisao criogênica por atividades subversivas e Jill Bioscoop, que eh uma sei-lá-o-que que chora em azul.

Seu trabalho mais recente é uma tetralogia, chamada de tetralogia das bestas, e conta sobre Nike Hatzefeld, nascido na Iugoslávia (atual Sérvia) e que tem a habilidade de se lembrar de TUDO. Sim, ele se lembra até mesmo de seus primeiros dias de nascimento, onde compartilhava um hospital junto com outros dois bebês, Leyla e Amir. No futuro Nike decide reencontrá-los e protegê-los. Obviamente que num futuro porra-louca como o de Bilal, isso não será fácil. A tetralogia é composta por O Sono do Monstro, 32 de Dezembro, Um Encontro em Paris (que saiu recentemente) e mais um quarto volume que ainda não possui nome. O grande tchan da historia é que apesar da aparente obsessão por Paris, o autor eh nascido na finada Iugoslávia, tornando a trama anda mais fascinante e pessoal.

Seus trabalhos não se resumem a apenas ficção científica, mas também parcerias com outros artistas como Pierre Christin, resultando em obras mais, digamos, "normais" como A Caçada.



Ah sim, o filme. Foi feito um filme muito bacana baseado na trilogia Nikopol, reunindo na película os 3 volumes ao mesmo tempo. A direção de arte do filme é fantástica, contando com cenários completamente feitos por computador (técnica que seria utilizada e popularizada posteriormente com Capitão Sky). O filme foi dirigido pelo próprio Bilal e sua história é um tanto quanto confusa para que não leu nada sobre. Obviamente o filme foi um fracasso de bilheteria :D

Interessado? Pois bem, achar alguma coisa dele no Brasil é tao facil quanto ganhar na loteria. Sei que os 2 primeiros volumes da trilogia Nikopol foram lançados pela Martins Fontes e existem outros lançamentos pela editora lusitana Meriberica, mas tudo muito complicado de se encontrar. O mesmo se aplica sobre o filme, que ao menos passou uma vez no canal Cinemax. Pois é, é aproveitar essa onda de quadrinhos europeus que começou a aparecer e torcer (embora eu pense que os motivos para esconder as obras do artista sejam apenas resultantes do seu nome, que poderia ser considerado impróprio).

E a fênix azul ressurge!

Bem-vindos, visitantes do mais novo sit...blog da RPG-A!

Porque, como todo bom site falido, sempre existe a solução medíocre de criar um bom blog. Então, preparem-se para posts sobre qualquer nerdice, que vai desde joguinhos de Atari, RPGs, livros, quadrinhos, cinema e até a nossa vida sexual inexistente.

Se quiser colaborar, envie seu texto para nós, que depois de picotarmos, censurarmos e modificarmos ao nosso gosto, talvez pensemos em publicar!

Acesse também irc://irc.irchighway.net/rpga, para conversar com nossos usuários, sempre felizes em ownarem os noobs de merda, e baixar rons e outras coisinhas batutas :-)