quarta-feira, 21 de fevereiro de 2007

Quadrinhos europeus

Pois bem amiguinhos, iniciarei o blog com o perfil de um quadrinista não muito conhecido: Enki Bilal (sim, IGNOREM o nome). Desconsiderando o nome do infeliz, Bilal é mais um daqueles artistas europeus porra-loucas que escrevem enquanto bebem LSD. E na suas HQs dá pra perceber muito bem isso. Imaginem uma ficção científica que se passa em uma Paris futurista habitada por mutantes, alienígenas e deuses egípcios. E desconsiderem Stargate. Seu traço é simplesmente fantástico e sua textura e cores belíssimas. Vejam só um exemplo (cliquem para ampliar) :
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Mas seu trabalho não é apenas com delírios provocados por alucinógenos. Por detrás dessa visão futurista existe uma forte crítica social e política na atualidade. Um de seus trabalhos mais famosos por exemplo, a trilogia Nikopol (que tambem rendeu um filme, no qual falarei mais tarde), é composta de A Feira dos Imortais, A Garota Enigma e Frio Equador. Conta sobre a Paris futurista habitada por mutantes, alienígenas e deuses egípcios. Nela o futuro é separada entre a escória da humanidade (os não-humanos) e aquela elite que nunca faz porra nenhuma. E junto com isso surge uma pirâmide do nada e conhecemos o deus egípcio Horus, que desce para a Terra aprontar algumas. Entre outros personagens temos Alcide Nikopol, que esta numa prisao criogênica por atividades subversivas e Jill Bioscoop, que eh uma sei-lá-o-que que chora em azul.

Seu trabalho mais recente é uma tetralogia, chamada de tetralogia das bestas, e conta sobre Nike Hatzefeld, nascido na Iugoslávia (atual Sérvia) e que tem a habilidade de se lembrar de TUDO. Sim, ele se lembra até mesmo de seus primeiros dias de nascimento, onde compartilhava um hospital junto com outros dois bebês, Leyla e Amir. No futuro Nike decide reencontrá-los e protegê-los. Obviamente que num futuro porra-louca como o de Bilal, isso não será fácil. A tetralogia é composta por O Sono do Monstro, 32 de Dezembro, Um Encontro em Paris (que saiu recentemente) e mais um quarto volume que ainda não possui nome. O grande tchan da historia é que apesar da aparente obsessão por Paris, o autor eh nascido na finada Iugoslávia, tornando a trama anda mais fascinante e pessoal.

Seus trabalhos não se resumem a apenas ficção científica, mas também parcerias com outros artistas como Pierre Christin, resultando em obras mais, digamos, "normais" como A Caçada.



Ah sim, o filme. Foi feito um filme muito bacana baseado na trilogia Nikopol, reunindo na película os 3 volumes ao mesmo tempo. A direção de arte do filme é fantástica, contando com cenários completamente feitos por computador (técnica que seria utilizada e popularizada posteriormente com Capitão Sky). O filme foi dirigido pelo próprio Bilal e sua história é um tanto quanto confusa para que não leu nada sobre. Obviamente o filme foi um fracasso de bilheteria :D

Interessado? Pois bem, achar alguma coisa dele no Brasil é tao facil quanto ganhar na loteria. Sei que os 2 primeiros volumes da trilogia Nikopol foram lançados pela Martins Fontes e existem outros lançamentos pela editora lusitana Meriberica, mas tudo muito complicado de se encontrar. O mesmo se aplica sobre o filme, que ao menos passou uma vez no canal Cinemax. Pois é, é aproveitar essa onda de quadrinhos europeus que começou a aparecer e torcer (embora eu pense que os motivos para esconder as obras do artista sejam apenas resultantes do seu nome, que poderia ser considerado impróprio).

Um comentário:

Omnicrone_RED disse...

comentario teste. quadrinhos indies sucam!

roger waters sux!

/flame